Nos cursos à distância, não é o aluno que vai à escola, mas a escola que chega ao aluno, em geral via internet
Atualmente já é possível fazer cursos técnicos, de graduação e até mesmo de pós-graduação sem sair de casa. Isto porque várias escolas e universidades brasileiras já são habilitadas pelo MEC para promover cursos a distância. Eles são ideais para quem mora em cidades distantes dos centros universitários ou para quem trabalha o dia todo e não tem como deslocar-se para ir à escola. O diploma virtual, no entanto, tem suas limitações. Além de não substituir o convívio de professor e alunos em sala de aula, ele ainda não está disponível para certas áreas que exigem laboratórios ou incluem atividades práticas em oficinas, como é o caso de Medicina e Engenharia, por exemplo. Esse tipo de ensino, avisam os especialistas, se adequa mais a cursos que não exijam conhecimentos práticos específicos, entre eles História, Geografia ou Filosofia. Mostramos aqui como funciona o estudo a distância, a quem ele se destina, que cuidados ter na hora de escolher o curso e como aproveitá-lo bem.
A faculdade envia “apostilas virtuais”, com a matéria a ser estudada, pela internet ou pelo correio. Depois de recebê-lo, você estuda e os remete de volta para a escola com os exercícios e trabalhos prontos. Isso não quer dizer que jamais deverá aparecer na escola. A maioria dos cursos a distância credenciados pelo MEC ainda exige que o aluno faça as provas de maneira tradicional, ou seja, na sala de aula. Todo o restante – consultas, informações e contatos – pode ser feito on-line.
Esses cursos são ideais para quem trabalha e não tem muito tempo para se locomover de um ponto a outro da cidade ou mora longe dos grandes centros onde funcionam as escolas. Mas é bom saber que o curso, assim como toda navegação pela internet, é uma atividade solitária.
Antes de tudo, é preciso ter disciplina e iniciativa. Pense que você terá de dedicar boa parte do dia ao estudo e, portanto, organizar metodicamente seus horários e atividades. Além disso, você deve ter à disposição um equipamento moderno e rápido, como um micro com processador Pentium 3, acesso à internet e uma boa impressora.
A tendência, segundo os especialistas, é que haja uma queda nas mensalidades dos cursos on-line em relação aos tradicionais – hoje eles são um pouco mais caros. Afinal, o mesmo curso pode ser dado com a mesma estrutura de professores para um número maior de alunos. Mas isso ainda não é realidade. Algumas universidades públicas, onde o ensino tradicional é gratuito, cobram por seus cursos a distância. O melhor é procurar informações nas instituições que estão promovendo os cursos para comparar os preços.
Quanto à duração, assim como para os cursos tradicionais, há limite máximo para a formação, que varia conforme o curso e a escola. Mas, como regral geral, os cursos virtuais podem ser feitos mais rapidamente, já que só depende de sua disposição e empenho. Quando os cursos são híbridos, ou seja, parte on-line e parte em sala de aula, é possível controlar a freqüência do aluno. No caso dos inteiramente pela internet não há como contabilizar presença. Aí, você tem de ficar ainda mais responsável por sua vida universitária.
O diploma obtido pela internet é válido desde que o curso seja autorizado e reconhecido e a escola seja credenciada pelo MEC para dar aula via internet. Para garantir, antes de optar por um curso virtual, procure informar-se no MEC sobre o status da instituição e do curso. Isso pode ser feito entrando diretamente em contato com o MEC pelo telefone 0800 616161 ou através do site http://www.mec.gov.br.